Na noite do dia 19 de agosto, no Clube dos Idosos de Três Barras do Paraná, a comunidade se reuniu para um momento de diálogo e conscientização sobre um tema de grande relevância social: a prevenção e o enfrentamento à violência doméstica.
Uma iniciativa do Poder Judiciário da Comarca de Catanduvas em parceria com o Creas e a Secretaria Municipal de Assistência Social.
A palestra foi conduzida pela Dra. Letícia Viana Barato, MM. Juíza de Direito da Comarca de Catanduvas, que trouxe uma reflexão profunda sobre a importância do respeito e do diálogo como instrumentos de fortalecimento das relações familiares. Em sua fala, destacou que um lar deve ser espaço de acolhimento, segurança e harmonia, jamais de medo e violência. Ressaltou, ainda, que romper com o silêncio é o primeiro passo para transformar realidades e garantir dignidade às vítimas.
A Juíza também enfatizou que, quando a relação está realmente adoecida, já esgotada as atenções da Rede de Proteção e Atendimento, é necessário buscar o apoio do Poder Judiciário para a concessão de medidas mais eficazes de proteção à mulher. Segundo ela, essas medidas têm se mostrado altamente eficazes no combate à reincidência da violência doméstica e, sobretudo, na prevenção do feminicídio, protegendo vidas e garantindo direitos.
Na sequência, tivemos a participação da Sargento Valdineia Aparecida Corso, Comandante da DPM de Espigão Alto do Iguaçu, que apresentou o funcionamento do Programa Mulher Segura Paraná, que passa a atender também o município de Três Barras do Paraná. A iniciativa garantirá um acompanhamento mais próximo às mulheres com medida de proteção, assegurando monitoramento constante, maior segurança e resposta efetiva diante de situações de risco.
Estavam presentes a Equipe técnico da proteção Social Especial do CREAS e do Conselho Comunitário de Segurança, que apresentaram o Programa Mulher Fênix, experiência fantástica e exitosa, no atendimento e apoio as vítimas de violência.
O encontro foi marcado pela união entre Poder Judiciário, forças de segurança e comunidade, reforçando a ideia de que enfrentar a violência doméstica não é responsabilidade de uma instituição isolada, mas um compromisso coletivo.
Que este momento sirva como um chamado para todos nós: cultivar o diálogo, o respeito e a solidariedade é o caminho para a construção de relações mais saudáveis e de uma sociedade em que cada lar seja verdadeiramente um espaço de paz e harmonia.
